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5 sinais de uma dor sacroilíaca e como resolver o problema

Médico mostra o local da dor sacroilíaca

A dor sacroilíaca é uma condição frequentemente negligenciada, mas que pode impactar de forma significativa a qualidade de vida. Localizada na região mais baixa da coluna, próxima ao quadril, ela surge quando há comprometimento da articulação sacroilíaca — responsável por conectar a coluna ao osso da bacia.


Embora muitas pessoas confundam esse tipo de dor com lombalgia comum, entender seus sinais específicos é essencial para um diagnóstico correto e um tratamento eficaz.


O que é a dor sacroilíaca?


A articulação sacroilíaca funciona como um ponto de estabilidade e absorção de impacto entre o tronco e os membros inferiores. Quando essa região sofre inflamação, sobrecarga ou desalinhamento, a dor pode surgir de maneira progressiva ou até repentina. Em muitos casos, ela está relacionada a alterações biomecânicas, traumas, gestação ou até doenças inflamatórias.


Além disso, é importante destacar que essa articulação possui pouca mobilidade. Portanto, qualquer alteração, mesmo que pequena, pode gerar desconforto significativo. Por isso, muitas vezes a dor sacroilíaca é confundida com problemas na coluna lombar ou até no nervo ciático.


5 sinais de uma dor sacroilíaca


Identificar os sinais corretos é o primeiro passo para não tratar o problema de forma equivocada. Abaixo, você confere os principais indícios de que a sua dor pode ter origem na articulação sacroilíaca:


  • Dor localizada na parte inferior das costas, geralmente de um lado só, podendo irradiar para o glúteo, virilha ou até a coxa.


Além desse sinal mais característico, existem outros sintomas que ajudam a diferenciar essa condição de outras causas de dor lombar.


Um dos sinais mais comuns é a piora da dor ao permanecer muito tempo sentado ou ao levantar-se após longos períodos na mesma posição. Isso acontece porque a articulação é exigida nesses momentos de transição de movimento.


Outro ponto importante é a dor ao subir escadas, correr ou realizar movimentos que envolvam impacto. Nessas situações, a sobrecarga sobre a pelve aumenta, intensificando o desconforto.

Também é frequente que pacientes relatem sensação de rigidez na região do quadril, principalmente ao acordar ou após períodos de inatividade. Em alguns casos, há até uma percepção de instabilidade, como se a “bacia estivesse desalinhada”.


Além disso, a dor pode piorar ao ficar em pé por muito tempo ou ao apoiar mais peso em uma das pernas. Esse tipo de comportamento compensatório tende a agravar ainda mais o quadro.


O que causa a dor sacroilíaca?


Diversos fatores podem estar por trás desse problema. Entre os mais comuns estão alterações posturais, sedentarismo e fraqueza muscular. Quando a musculatura que estabiliza a pelve não está fortalecida, a articulação acaba sendo sobrecarregada.


Além disso, gestantes frequentemente desenvolvem esse tipo de dor devido às mudanças hormonais e ao aumento da carga sobre a pelve. O hormônio relaxina, por exemplo, aumenta a mobilidade das articulações, o que pode gerar instabilidade.


Outro fator relevante são os traumas, como quedas ou acidentes. Mesmo impactos aparentemente leves podem desencadear um processo inflamatório na região.


Doenças inflamatórias, como espondilite anquilosante, também devem ser consideradas, especialmente em pacientes com dor persistente e rigidez matinal prolongada.


Como é feito o diagnóstico?


O diagnóstico da dor sacroilíaca é clínico, baseado na história do paciente e no exame físico. Durante a avaliação, o médico realiza testes específicos que ajudam a identificar a origem da dor.


Em alguns casos, exames de imagem como ressonância magnética ou tomografia podem ser solicitados para descartar outras condições. No entanto, é importante ressaltar que nem sempre esses exames mostram alterações evidentes, mesmo quando a dor está presente.


Por isso, a avaliação de um especialista é fundamental. Um diagnóstico incorreto pode levar a tratamentos ineficazes e prolongar o sofrimento do paciente.


Como tratar a dor sacroilíaca?


O tratamento depende da causa e da intensidade dos sintomas. Em geral, ele envolve uma abordagem multidisciplinar, combinando diferentes estratégias.


Inicialmente, o controle da dor pode incluir o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, sempre com orientação médica. Paralelamente, a fisioterapia desempenha um papel essencial na reabilitação.


Exercícios específicos ajudam a fortalecer a musculatura estabilizadora da pelve, além de melhorar a mobilidade e corrigir padrões de movimento inadequados. Com isso, a sobrecarga na articulação é reduzida.


Em casos mais persistentes, procedimentos minimamente invasivos, como infiltrações guiadas, podem ser indicados. Essas técnicas visam reduzir a inflamação local e proporcionar alívio mais rápido da dor.


Além disso, ajustes no estilo de vida são fundamentais. Melhorar a postura, evitar longos períodos na mesma posição e manter uma rotina de exercícios são atitudes que fazem toda a diferença.


Quando procurar ajuda?


Se você sente dor frequente na região lombar baixa, especialmente com irradiação para o glúteo ou coxa, é importante investigar. Muitas pessoas convivem com esse desconforto por meses ou até anos sem saber a causa real.


Ignorar os sinais do corpo pode levar à cronificação da dor, tornando o tratamento mais difícil. Portanto, quanto antes houver um diagnóstico correto, maiores são as chances de recuperação.


A dor sacroilíaca tem tratamento e, na maioria dos casos, é possível controlar os sintomas e recuperar a qualidade de vida. No entanto, isso só acontece quando o problema é identificado de forma adequada.


Conclusão


A dor sacroilíaca é mais comum do que parece e, muitas vezes, passa despercebida. Seus sinais podem ser confundidos com outras condições, o que dificulta o diagnóstico correto.


Por isso, entender os sintomas e buscar avaliação especializada é essencial. Com o tratamento adequado, é possível aliviar a dor, melhorar a mobilidade e retomar suas atividades com mais conforto e segurança.


Se você se identificou com esses sinais, não ignore. Seu corpo está tentando te avisar algo.


Agende uma consulta e descubra a verdadeira causa da sua dor.


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